sábado, 13 de março de 2010

The End

Morreu, se foi, partiu dessa para uma melhor, ou não. Essa semana se foi um amigo do meu pai, simples assim, do nada, no dia anterior estava tomando cerveja! Nada mais natural se levarmos em consideração que o principal pré-requisito para se morrer é estar vivo. Pois é, foi-se e assim como tantas pessoas deixou família, amigos, nem sei se um legado.
Quantas pessoas morrem sem deixar nada, nem ensinamento, quantas pessoas morrem sem nem saber o que é um legado? Me questiono sobre isso as vezes.
Passamos a vida correndo atrás de dinheiro como cães atrás de um pedaço de carne, ou melhor, atrás daquela bolinha que não podem comer, chegam perto mas nunca a tem de verdade, e num dado momento, tudo acaba, o que ficou de fato?? Lembranças na vida da pessoa amada? E se ela nunca foi realmente amada? Imóveis, jóias, carros, e se forem vendidos?? A memória vai junto?
Há pessoas inteligentes que aprendem que a busca desenfreada pela bolinha não é pelo fato de ter a bolinha em si, mas sim um instrumento de se atingir a felicidade mesmo que momentânea, tendo em vista que a felicidade é um estado temporário da alma.
Outros são mais inteligentes ainda e aprendem que a bolinha pode servir para proporcionar momentos agradáveis para alguém, trazer a felicidade, mesmo que momentânea, para alguém, seria isso um legado??

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