Já no início dos meus estudos sobre educação aprendi que ensinar vai além da simples transmissão de conteúdos, que os alunos não são um receptáculo de informações, que a avaliação deve ser holística e ainda, que devem ser levados em conta os conhecimentos prévios, bem como o histórico dos alunos.
No entanto, não é isso que vejo na prática. Cada dia me deparo com crianças mais tristes e insatisfeitas.
Vejo que o projeto político pedagógio das instituições é meramente decorativo, nada que foi escrito realmente entra em vigor, uma Utopia perto do que é feito no dia-a-dia nas escolas.
Como justificar o fato de um aluno o qual sempre foi presente e participativo, partir para uma recuperação simplesmente por ter tirado 6,9 quando a média é 7,0?
Onde estão os princípios da didática e da educação?
Onde estão o histórico e a avaliação do todo do aluno?
Perderam-se! Ficaram esquecidas em algum lugar entre o PAS e o vestibular ou os concursos públicos...
Assim como perderam-se as ideias de se fazer uma educação nova, formadora do cidadão.
A realidade é bem diferente do que prega Freire, por exemplo "ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo". O que é visto são professores detentores de todo o saber e INDISPOSTOS a passar esse saber adiante, ou interessados em tornar a tarefa tão difícil que os poucos que ainda conseguem, o fazem fora da escola, com auxílio extra.
A avaliação é quantitativa, somativa e descriminatória. Sim, descriminatória por não levar em consideração uma série de fatores que possam vir a influenciar o desempenho daquele aprendente. Aprender vem se tornando uma tarefa árdua e nefasta.
Nesse contexto, o aluno é apenas o espectador, aquele que apenas assinte e não possui opinião crítica alguma, pois não consegue formá-las, deixa de ser expectador e ter expectativa de que algo mude.
"Ninguém nasce feito, é esperimentando o mundo que nós nos fazemos" Paulo Freire.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
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